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Nasa identifica o segundo ciclone tropical na costa brasileira

07:20 - 12/03/2010

Seis anos depois de o furacão Catarina ter provocado três mortes e uma destruição estimada em R$ 1 bilhão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a costa do Sul do Brasil voltou a ser ameaçada por um novo ciclone tropical.

A Nasa (agência espacial americana) classificou o fenômeno como a segunda tempestade tropical já registrada no Atlântico Sul. A primeira tinha sido o Catarina.

A formação do fenômeno se deu a pelo menos 200 km do litoral catarinense e norte gaúcho, aproximadamente no paralelo 30º Sul.

De acordo com a avaliação da MetSul Meteorologia, é possível que este tenha sido o ciclone tropical registrado no ponto mais meridional do Oceano Atlântico até hoje --o que é incomum porque é uma região de águas frias.

Volátil, o ciclone que era subtropical (quando o centro do fenômeno é frio, comum no Sul do Brasil) na terça-feira (9), evoluiu para tropical (centro quente) na quarta, atingindo o seu auge (ventos de 64 km/h) na madrugada desta quinta, até perder força e se afastar ainda mais da costa.

Meteorologistas brasileiros e a NOAA (autoridade meteorológica dos EUA) confirmaram que se tratava de um ciclone tropical a partir de imagens captadas por satélites da Nasa.

Segundo a convenção científica, a evolução para a categoria furacão ocorre quando se registram ventos superiores a 118 km/h. O episódio trouxe à memória dos cientistas a destruição causada pelo Catarina seis anos antes.

"Aquele foi o primeiro furacão observado no Atlântico Sul", disse o meteorologista da Nasa Hal Pierce, em nota divulgada pela agência hoje.

Especialistas no estudo de furacões afirmam que ainda não existe uma massa de dados consistentes para atribuir o Catarina ou o ciclone tropical desta semana a mudanças climáticas no planeta.

Apesar da raridade do sistema e de seu potencial destruidor, seus efeitos foram brandos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O fenômeno trouxe chuva e ventos de 40 km/h para o litoral. A Marinha emitiu alertas para o risco de navegação na região.



Fonte: Folha

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