De Marias e Josés
Nas viagens que fazia pelo interior de Alagoas e Pernambuco, o fotógrafo João Abelardo percebia que os moradores das cidades mais afastadas, principalmente da zona rural, ficavam impressionados com o trabalho dele de registrar o mundo.
“Trabalhei durante cinco anos no Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] de Alagoas. Nesse tempo, percorri muitos assentamentos, fiz imagens. Era sempre uma festa. As pessoas gostavam de se ver na tela da máquina digital”, conta.
João Abelardo observou também que, apesar do “encantamento”, a maioria delas não tinha fotografia em casa. “Decidi fazer um projeto onde eu faria o registro e em seguida as pessoas teriam o retrato para si. A revelação era imediata”, diz.
Surgia assim o projeto Democratização Fotográfica, que recebeu investimentos do Fundo Cultural de Pernambuco. João Abelardo tratou logo de viajar para quatro cidades do Agreste pernambucano, inclusive a terra natal dele, Bom Conselho.
Durante 20 dias, também nos municípios de Terezinha, Iati e Brejão, ele fez 1.200 fotografias. É um retrato do povo mais humilde, gente simples da zona rural. “Eu gostaria muito de fazer o mesmo trabalho em Alagoas, principalmente no Semiárido. Conheço o Estado inteiro”, afirma.
Três das exposições de João Abelardo já foram apresentadas em Maceió. Segue o Seco (2007) e Mulher (2008) foram montadas na agência central do Banco do Nordeste, no Centro. O Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), em Jaraguá, foi palco para a mostra Marias de Verdades (2008).
Já o Centro Cultural Sesi, que agora recebe a Democratização Fotográfica, até o dia 21 de fevereiro, revelou Boa Morte (2009).
Confira! O espaço fica na Av. Dr. Antônio Gouveia, na Pajuçara. Mais informações: (82) 9309-9490.
Fonte: Agência Alagoas
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