Festa da Música: 18 apresentações e shows de Maria Gadú e Almir Guineto
Nos últimos anos, o antigo Festival de Música do Sesc – hoje chamado de Festa da Música – se tornou a maior vitrine do som produzido em chão alagoano. A cada edição, se confirma a pluralidade de ritmos entre as 18 canções selecionadas e apresentadas ao público em duas noites.
Esse ano não é diferente. Nesta sexta e sábado, o público poderá conferir desde o blues “Cor da Manhã” até o ijexá “Negro”, passando pelo samba “Branca Magia”, o frevo “Velho Chico”, o reggae pop “Exclamação” e a salsa baião “Imagem Canções”. As apresentações acontecem a partir das 20h, no estacionamento de Jaraguá. Tudo aberto ao público.
Na lista de compositores e intérpretes aparecem veteranos e gente de primeira viagem. A cantora Millane Hora irá defender o funk pop “Sem Passagem de Volta”, dela e de Jana Figarella. A banda $ifrão entra na disputa com o pop “Espantalho nos teus Olhos”. Outro velho conhecido da cena local, Josenildo Gomes, volta ao festival, agora cantando sua composição “Sá Menina”.
“É um excelente oportunidade para a gente ficar conhecendo o que nossos artistas andam produzindo, já que é tão difícil encontrar discos deles para comprar e ouvi-los no rádio. Há sete anos não perco a Festa da Música do Sesc, uma ação muito importante para mostrar ao Brasil que temos gente de muito talento por aqui”, diz o músico e professor Ribeiro Fontini, 36 anos.
Para quem não puder ir a Festa da Música, o Sesc vai transformar as 18 apresentações em CD e DVD gravados ao vivo. Os intérpretes também participam do projeto Circulação de Música Alagoana. Eles farão shows nas cidades de Palmeira dos Índios, Teotônio Vilela, Arapiraca, União dos Palmares, Viçosa e Penedo.
E não é só. Uma das 18 canções será escolhida para representar Alagoas na Mostra de Música Cidade Canção, na cidade de Maringá, no Paraná. Ano passado, a missão foi dada a Rodrigo Avelino, com a música “Tão Leve”.
Samba e nova MPB
Mantendo a tradição dos anos anteriores, as duas noites de apresentações são encerradas com nomes de peso da música brasileira. Ano passado, por exemplo, o grupo O Teatro Mágico e o cantor e compostor Jorge Vercilo.
Nesta sexta-feira, dia 12, o samba encerra a primeira noite da festa com o show do carioca Almir Guineto, um dos fundadores, na década de 80, do grupo Fundo de Quintal. Logo depois, ele partiu para carreira solo e suas composições foram gravadas por gente como Beth Carvalho, Martinho da Vila, Elba Ramalho e Chico Buarque. Com treze discos gravados, Guineto é considerado um sambista completo, um intérprete incomparável, um versador intransponível, de divisão única.
Já no sábado, quem sobe no palco do Femusesc é a cantora e compositora paulistana Maria Gadú, que, aos 22 anos, atraiu a atenção do público com a canção “Shimbalaiê”. Ela também ganhou elogios rasgados de artistas criteriosos como João Donato e Milton Nascimento.
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