Alimentação complementar após seis meses de vida é importante para saúde do bebê
Grande parte das mães desconhece, mas o bebê deve iniciar a alimentação complementar após os seis primeiros meses de vida, visando assegurar o fortalecimento de seu organismo, evitando doenças como a anemia. Para disseminar essa prática, que também é imprescindível para reduzir a mortalidade infantil, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) inicia na terça-feira (18), no Hotel Ritz Plaza Mar, em Maceió, a IV Oficina para Formação de Tutores em Promoção da Alimentação Complementar Saudável.
O evento, que prossegue até sexta-feira (21), é destinado aos nutricionistas que atuam nos Núcleos de Saúde da Família (NASF), que terão a atribuição de repassar as informações para os demais profissionais da Atenção Básica. Com isso, eles estarão prontos para orientar as gestantes e mães sobre a importância de priorizar exclusivamente o aleitamento materno até o sexto mês de nascimento da criança, segundo especifica a Organização Mundial de Saúde (OMS).
“É imprescindível ressaltar que até os seis primeiros meses de vida a criança só deve ser alimentada com o leite materno. No entanto, depois deste período, a mãe deve introduzir uma alimentação paralela, já que o leite materno começa a perder alguns nutrientes, imprescindíveis para o crescimento do bebê e para o fortalecimento da sua imunidade”, explicou a gerente do Núcleo de Alimentação e Nutrição da Sesau, Amália Alencar.
Por meio da introdução da alimentação complementar, serão evitadas diarréias e as crianças passarão a ingerir a quantidade de ferro que um organismo em desenvolvimento necessita. Isso porque, segundo Amália Alencar, depois de seis meses o leite materno passa a ser pobre em ferro, por isso, as mães deve paulatinamente inserir outros alimentos na dieta do bebê.
Paciência
A gerente do Núcleo de Alimentação e Nutrição da Sesau esclarece que esse processo de introdução da alimentação complementar requer paciência por parte das mães. No entanto, os pais devem insistir com o bebê, já que a princípio pode haver uma rejeição, mas aos poucos os alimentos sólidos serão bem vindos.
“A recomendação do Ministério da Saúde é que os pais procurem introduzir na dieta dos bebês uma série de alimentos da região e que estejam no período de safra. Com isso, a alimentação será facilitada e os pais irão economizar, pois durante o período da safra o preço dos alimentos passa por uma grande redução”, alertou Amália Alencar, ao afirmar que a cartilha da capacitação apresenta dicas para as mães e dez passos para introdução da alimentação alternativa.
Fonte: Ascom - Sesau
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