Massa reencontra pista onde sofreu acidente que o deixou em coma
Às vésperas dos primeiros treinos livres para o GP da Hungria, Felipe Massa se depara hoje com duas situações incômodas. A primeira, de um ano atrás, o grave acidente que sofreu em Budapeste.
A segunda, do último domingo, quando abriu passagem para Fernando Alonso e deu a vitória na Alemanha a seu companheiro de Ferrari.
Sobre esta, Massa só irá falar a partir das 15h na Hungria (10h em Brasília), quando participa de entrevista coletiva promovida pela FIA.
Domingo, após subir com cara de poucos amigos no pódio, ele se limitou a dizer que havia tomado uma atitude profissional e que a decisão de ceder passagem havia sido exclusivamente sua.
Anteontem, no blog que possui no site da Ferrari, evitou falar sobre a marmelada.
A respeito do acidente, o piloto conversou com a imprensa brasileira durante um almoço promovido pela Ferrari em Hockenheim, antes de se envolver na maior polêmica de sua carreira.
Tranquilo, Massa disse não ter nenhuma sensação ruim por reencontrar-se com Budapeste. Pelo contrário.
"Sem dúvida é um lugar especial, que faz parte da minha vida, da minha história, não apenas da minha carreira", afirmou o brasileiro.
"É interessante voltar ao lugar onde vivi um momento tão difícil, onde sofri meu acidente e passei vários dias no hospital", completou ele, que desta vez estará acompanhado dos pais, Ana Elena e Luiz Antônio, o Titônio.
"Espero ter uma corrida boa. Sempre gostei desse circuito, mas sempre faltou alguma coisa que eu nunca soube o que era", falou ele.
Em 2007, teve problemas na classificação --não colocaram gasolina em seu carro-- e, em 2008, viu seu motor estourar a três voltas do final, quando liderava a prova.
O piloto disse que pretende visitar o Hospital Militar, onde passou nove dias internado, depois de ser acertado na cabeça por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello durante a sessão de classificação.
No momento do choque, Massa desmaiou. Foi retirado do carro e levado ao centro médico do circuito, de onde foi transferido de helicóptero ao hospital. Lá, passou por uma cirurgia e ficou alguns dias em coma.
"Depois do acidente, passei a dar mais valor às coisas, mudou minha felicidade da vida", falou o piloto, que guardou o capacete quebrado e ensanguentado na sala de sua casa em São Paulo.
"Hoje eu respeito mais a vida, não só a minha como a dos outros. Antes, achava que uma coisa dessas nunca aconteceria comigo, mas acho que a gente que passar por uma dessas pra ver que não é diferente de ninguém."
Fonte: Folha
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