Saiba quais são as modalidades de swing e como se informar sobre a prática
Para muitos, o swing significa a troca de casais, mas os adeptos garantem que ele é mais que isso, pois possui variantes, que podem ser explicadas ao reconhecer os desejos e fantasias dos casais, o que desencadeou uma série de regras e limites para cada um dos praticantes. Isso porque, nem sempre o swing tem como foco a troca de parceiros, segundo o adepto Odilardo Faria, que classifica a modalidade sexual como Swing Light ou Soft Swing e, simplesmente, Swing.
As primeiras denominações se referem àqueles que preferem apenas olhar ou serem vistos, ou no máximo tocarem nos casais presentes, mas, sem haver a penetração na troca, pois predominam caricias, beijos e sexo oral. Já o swing convencional é aquele onde ocorre a troca de casais e acontece o sexo entre os praticantes, segundo explicou o proprietário do Swing Club Maceió.
Exposição
E como os praticantes se preocupam na exposição a que podem ser submetidos, o autor do livro Um Casal entre nós, Marcos Guinter, recomenda prudência ao praticar o swing, já que ele não é um modismo, interessa apenas a quem o pratica e, como é encarado de forma preconceituosa pela maioria da sociedade, pode ser visto como um desvio comportamental e, provocar problemas sérios à vida de quem admite que o pratique. “Quem faz não tem que falar que faz. Não é suruba e requer muito afeto das pessoas para poder dar certo, pois acredito que a troca só pode ocorrer se o casal está com um relacionamento forte e estruturado, realçando várias vezes que, swing não é solução para reatar duas pessoas e, sim, apenas uma maneira de apimentar uma relação que já está bem quente”, opina.
Como estudioso do assunto, ele recomenda que, antes de entrar em uma casa ou clube swing, é importante combinar com o parceiro o que pode e o que não deve ser feito, deixando as decisões bem claras. “Não se irrite porque alguém o abordou na casa de swing, pois todos estão lá com este propósito, ao se acertarem com um casal, conversem muito e deixem previamente combinado o que pode e o que não pode rolar, estabelecendo os limites, agindo com respeito, educação, bom humor, paciência, gentileza e, nunca, em hipótese alguma, deve ser esquecido o uso do preservativo, seja ele masculino ou feminino”, frisa.
Conforme a orientação sexual dos participantes o swing pode ser:
MFFM - swing entre mulheres bissexuais e homens heterossexuais
MFMF - swing entre mulheres e homens heterossexuais
FMMF - swing entre mulheres heterossexuais e homens bissexuais
MMFF - swing entre mulheres e homens bissexuais
Confira gêneros literários sobre swing:
FOSTER, Barbara. FOSTER, Michael. HADADY, Letha. Amor a três: dos tempos antigos aos dias de hoje. Rio de Janeiro: Record: Rosa dos Tempos, 1998. 486p.
MILLET, Catherine. "A vida sexual de Catherine M." Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.216p.
TALESE, Gay. A mulher do próximo: uma crônica da permissividade americana antes da era da Aids. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. 484p.
FRIAS FILHO, Otavio. "Queda livre": Ensaios de risco. São Paulo: Companhia das letras, 2003. 178-240p.
PARTRIDGE, Burgo. Uma história das orgias São Paulo: Planeta do Brasil, 2004. 228p.
JÚLIO MORGADO, "Swing": Um livro esclarecedor sobre a prática swing: Artipol, 2006.
BELLE. "Swing: a Vida Real de uma Praticante da Troca de Casais": Matrix, 2007. 178p.
BARASH, David. O mito da monogamia. Rio de Janeiro: Record, 2007. 322p.
SW TEAM. "Swing - Diário de Bordo". Portugal: Bertrand, 2009. 120p.
MILLET, Catherine. "A Outra Vida de Catherine M." Rio de Janeiro: Agir, 2009. 202p.
Q. Leila Cama, esa armadilha Ed. Arx, 2009. 208p.
Confira produções cinematográficas sobre o swing:
1990 - Henry & June (Henry & June)
1999 - De olhos bem fechados (Eyes Wide Shut)
2002 - Encontro Secreto (Zebra Lounge - EUA - 90')
2004 - Perto Demais (Closer)
2005 - Pintar ou Fazer Amor (Peindre Ou Faire L'amour)
2007 - Sexo & Mentiras (Sex and Breakfast - 92´)
2009 - American Swing - Documentário de Mathew Kaufman e Jon Hart (American Swing- EUA - 81')
Confira os termos mais usados entre os adeptos do swing:
Balada liberal: Os momentos de lazer vivenciados pelos casais liberais, nos locais específicos destinados à prática do swing;
Casal liberal: Casal estável, com certo grau de compromisso, que pratica o swing com freqüência;
Exibicionismo: Prática sexual em que uma pessoa (homem ou mulher) sente-se sexualmente excitado exibindo-se em trajes sumários ou até desnudo (a), em locais públicos;
Ménage: Encurtamento da expressão francesa “ménage-a-trois”, que significa “sexo a três”. Há dois tipos de ménage: o ménage masculino, dois homens com uma mulher; e o ménage feminino, duas mulheres com um homem;
Single: Homem ou mulher que pratica o swing, sendo solteiro. Também pode ser aplicado a pessoas curiosas que estão conhecendo o swing, sem maiores envolvimentos.
Swinger: Aquele que pratica o swing, com certa freqüência;
Voyeurismo: Prática sexual o qual uma pessoa (homem ou mulher) tem o hábito de espiar as práticas sexuais de terceiros, excitando-se sexualmente com isso. Também pode ser atribuído a pessoas que tem o costume de reparar nos decotes, trajes, trejeitos e curvas sensuais de terceiros, com certa freqüência, embora não veja os atos sexuais propriamente ditos.
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