Alagoanos criam robô feito com lixo eletrônico
A criatividade aliada à teoria da sala de aula levou dois estudantes de Palmeira dos Índios a se destacarem na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, a Febrace. Eles juntaram peças de computadores e, com o o lixo eletrônico criaram robôs para serem utilizados em salas de aula. O projeto é um dos seis de Alagoas que são finalistas entre os 280 de todo o Brasil.
Marcos José Ferreira Neto e Walysson Vital Barbosa estudam no Cefet de Palmeira dos Índios e fizeram o projeto na área de Ciências da Computação com a orientação de Emerson Ferreira de Araújo Lima e José Cláudio dos Santos. O nome do projeto é 'Construindo Robôs Inteligentes de Baixo Custo Utilizando Lixo Tecnológico'.
"Pode ser implementado no robô um aparelho que mede a velocidade dele. na hora que ele estiver correndo, por exemplo. Aí os alunos vã poder calcular a velocidade e pela velocidade vão poder calcular a distância e o tempo que ele percorreu", explicou Walysson Barbosa, acrescentando que os robôs devem ser utilizados por outros estudantes, em Palmeira dos Índios.
Além desse projeto, também são apresentados na feira outros cinco de Alagoas. O único de Maceió é o da Escola Municipal Lamenha Lins, sobre a saga do homem diante da seca, na área de Humanas. O representante de Arapiraca é um projeto sobre flores comestíveis, da Escola Estadual Professora Izaura Antônia de Lisboa.
E de Palmeira dos Índios, além do projeto dos robôs, também são finalistas e estão na feira o projeto sobre o comércio informal e o crescimento do número de camelôs em Palmeira dos Índios, da Escola Estadual Humberto Mendes; o projeto sobre biodigestores anaeróbicos e a energia alternativa para pequenas propriedades rurais; e o projeto da aplicação de polímero superabsorvente, para a proteção de encostas e barreiras, esses dois últimos do Cefet.
Premiações
Participam da feira projetos tecnológicos nas áreas de engenharia, ciências exatas e da terra, humanas, sociais, biológicas, saúde e agrária. Segundo a organização, os projetos finalistas foram selecionados entre 1,2 mil trabalhos. Eles serão avaliados por uma comissão formada por professores de diversas instituições e áreas das ciências e engenharia. Os melhores selecionados em sete categorias serão premiados - os estudantes vão receber medalhas, certificados e estágios, entre outros prêmios.
Os estudantes que mais se destacarem na Febrace também se qualificarão para participar da Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel isef), a maior competição internacional de estudantes pré-universitários, realizada anualmente nos Estados Unidos. O evento reúne mais de 1,5 mil jovens cientistas de mais de 56 países.
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