Vereadores visitam aterro sanitário; obra vai atrasar, afirma Slum
Uma comissão formada pelos vereadores Marcelo Palmeira (PV), Marcelo Gouveia (PRB), Francisco Holanda (PP), Dino Júnior (PCdoB)e Eduardo Holanda (PMN) visitou, nesta quinta-feira, as obras do aterro sanitário, no bairro Benedito Bentes.
Eles foram recebidos pelo superintendente de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), Ernande Baracho. Ele disse que as obras sofreram certo atraso devido às recentes chuvas, já que “terraplanagem não combina com água”. “Já avançamos muito, mas continuamos a trabalhar para respeitarmos a dilatação do prazo, de sessenta dias, concedido pelo Ministério Público, já que nosso prazo inicial findou em dez de março”, explicou Baracho, que considerou salutar a iniciativa dos vereadores.
“Trata-se de uma obra esperada há mais de quarenta anos e que irá solucionar diversos problemas de ordem ambiental, em substituição ao lixão de Jacarecica, que ainda representa riscos à saúde pública”, disse o presidente da Câmara, Eduardo Holanda.
Saiba mais
Maceió ainda é a única capital do Nordeste a não possuir um aterro. Em 2005, o Ministério Público Estadual recomendou a realização das obras à Prefeitura de Maceió, que, em 2008, iniciou o projeto cujo objetivo é dar ideal destinação as 1.400 toneladas de lixo produzidas por dia em toda a capital – sendo que 700 toneladas correspondem a entulho, que pode ser reaproveitado.
O local escolhido é fruto de levantamento que levou em conta estudo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), além das considerações de outros órgãos afins e das comunidades circunvizinhas. O aterro ficará a 3,98 km da área residencial mais próxima, no Benedito Bentes, e a 4 km do litoral, seguindo todas as normas ambientais – como a de tratamento do chorume, o líquido gerado pela decomposição da matéria orgânica. Ao invés de jogá-lo no leito de um rio, o chorume será submetido a um moderno processo de evaporação, podendo ainda ser utilizado como fonte alternativa de energia.
O projeto do aterro – que deverá ter vida útil de 20 anos – também contempla um parque sócio-ambiental na área do atual lixão, de acordo com Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o MPE, e será dividido em células, conforme a complexidade do lixo (domiciliar, hospitalar, industrial, entre outras).
“Podemos entender o lixão como um depósito desordenado de lixo. Já o aterro sanitário é uma grande obra de engenharia que não agride a natureza”, concluiu Ernande Baracho.
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