Álvaro Machado diz que 'carteirada' é inaceitável
O secretário de Estado do Gabinete Civil, Álvaro Machado, afirmou, na sede do Ministério Público, que a 'carteirada' é inaceitável e que as pessoas precisam denunciar essa prática ilegal. Nesta manhã, a cúpula da Defesa Social, incluindo o secretário de Estado da Defesa Social, Paulo Rubim, participa de uma reunião com o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, e com os promotores do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas, o Gecoc.
Segundo o secretário, o objetivo do encontro é esclarecer as informações veiculadas pelos órgãos, sobre a existência de um documento que autorizava a Polícia Civil a realizar investigação no cinema do shopping Pátio Maceió. A cúpula da Defesa Social chegou a confirmar que o documento existe, mas o Gecoc nega qualquer autorização que desse aos policiais o direito de entrar de graça no cinema. "Queremos botar um ponto final nisso. Houve abuso de autoridade e isso a sociedade não aceita", afirmou Álvaro Machado.
Conforme já havia sido dito pela assessoria do Centerplex, um dia depois do ocorrido na última segunda-feira, três policiais entraram gratuitamente no cinema e tiveram nome e RG anotados. De acordo com Álvaro Machado, que enfatizou ser a carteirada uma prática ilegal, as pessoas que praticarem tal ato, sem que estejam em serviço, serão punidas. Quanto à suposta existência do documento, ele também afirmou que, se houve falsificação, o caso vai ser apurado.
"O ato é ilegal e deve ser denunciado. A sociedade precisa aprender a denunciar. O governo vai está fazendo a devida apuração", falou.
Operação no cinema
Sobre a prisão da gerente nacional do Centerplex, ocorrida na tarde da última segunda-feira, Machado reconheceu que houve abuso de autoridade, que deve ser combatido. Ele disse também que os privilégios indevidos dados pela 'carteirada' devem ser denunciados pela sociedade.
"Na terça-feira, três policiais entraram no cinema, em serviço. Já por orientação nossa, os nomes deles foram anotados e a Secretaria de Defesa Socia vai apurar se eles estavam em serviço ou não. Se não estiveram, vão ser responsabilizados", alertou Machado.
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