Professores da Ufal entram em greve em todo o Estado nesta quarta-feira
Atualizada às 16h30
Professores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) deliberaram, no final da manhã desta quarta-feira (31), por deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de hoje. A paralisação atinge cerca de 15 mil alunos em todo o estado.
A categoria reivindica uma política salarial permanente, com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações. De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), Antonio Passos, o sindicato encaminhará – ainda na tarde de hoje – um documento informando e formalizando a greve à reitoria.
Passos disse que dos 800 professores da Ufal, quase 200 estiveram na assembleia e optaram pela paralisação. Os técnico-administrativos da Ufal já estão em greve há quase três meses.
Antonio Passos afirmou que a ideia é que os campi do interior - em Penedo, Arapiraca, Viçosa, Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema - também entrem em greve. “Professores dos pólos do interior estiveram na assembleia e aderiram à causa”, acrescentou Passos.
O coordenador do polo da Ufal em Penedo, Sérgio Onofre, disse que convocará uma reunião com os professores para a próxima segunda-feira (5). Ele não soube afirmar se as aulas já serão 100% suspensas essa semana, já que "há professores que não querem aderir à greve".
O professor Ronaldo Bispo, do curso de Comunicação Social da Ufal, disse que "não vê consistência" na paralisação. Segundo ele, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) já aceitaram a proposta do governo federal.
"Algumas universidades já desistiram da greve. Os estudantes são os maiores prejudicados. Não fui à assembleia, sou contra, mas obviamente não vou furar a greve. Não podemos parar apenas por melhores salários", disse Bispo.
A assembleia começou às 10h desta quarta-feira e foi interrompida pela falta de energia no Campus A. C. Simões. “Por conta da falta de energia, tivemos que improvisar e fazer a assembleia na tenda cultural”, disse o presidente da Adufal.
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