Empresas de ônibus pedem bom senso e não descartam paralisação
A Associação dos Transportes de Passageiros do Estado de Alagoas (Transpal) convocou a imprensa na manhã desta quinta-feira (20) para falar sobre a proposta de reajuste nas passagens de ônibus em Maceió.
As empresas argumentam que não podem abrir mão do aumento e defendem um valor de R$ 2,49. Hoje, a passagem de ônibus em Maceió custa R$ 2,10. Segundo eles, não é mais possível manter o mesmo valor porque precisam honrar compromissos assumidos com fornecedores e salários dos funcionários.
Questionada sobre uma possível paralisação, a superintendente da Transpal, Ana Lúcia Matos da Costa, diz que, no momento, os empresários do setor esperam “bom senso” da prefeitura de Maceió e que outro tipo de atitude faria parte de um segundo momento da discussão, caso não haja avanços.
Os empresários alegam que estão em dificuldades por diversos motivos, entre eles, um reajuste de 61% na remuneração dos rodoviários entre janeiro de 2007 e outubro deste ano, e a “concorrência desleal” do transporte clandestino, como os táxis-lotação, vans complementares e moto-táxi.
Segundo cálculos feitos pelas empresas de ônibus, o sistema de transporte de Maceió perdeu 1,7 milhão de passageiros por mês por causa dos clandestinos e isso seria a explicação para o encarecimento das passagens. “Decorrente desta situação de concorrência pirata, ocasionada pela falta de efetiva fiscalização, o sistema de transportes de Maceió que transportava cerca de 9,5 milhões de passageiros mensalmente, passou a transportar cerca de 7,8 milhões de passageiros, uma queda de aproximadamente 18%, obrigando que os custos do sistema sejam rateados por um menor número de passageiros pagantes”, diz a Transpal.
Ontem (19), as empresas protocolaram um documento na SMTT solicitando ao conselho municipal de transporte a convocação de reunião extraordinária para votação, em caráter emergencial, da tarifa apresentada pelas empresas e a calculada pelo corpo técnico da SMTT.
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