Polícia Civil procura 10 acusados de assassinato de moradores de rua
Dez acusados de envolvimento nos assassinatos de moradores de rua podem ser presos a qualquer momento por equipes da Polícia Civil e da Força Nacional. Eles estão com mandados de prisão preventiva decretados pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital.
Apesar de evitar revelar os nomes o delegado adjunto da Polícia Civil, José Edson, e o sub-secretário de Defesa Social, delegado federal Washington Luiz, revelaram, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, na sede da Secretaria de Defesa Social, que há empenho em esclarecer e levar à prisão todos os envolvidos nas mortes de moradores de rua.
Segundo o delegado adjunto José Edson, oito pessoas já foram presas pelos envolvimentos nos crimes, sendo que dos 36 inquéritos, 22 já foram concluídos e encaminhados a Justiça com a autoria e a motivação dos crimes, como foi antecipado pelo Tudo na Hora. A maioria dos homicídios tem relação com o consumo e tráfico de drogas; outros 14 homicídios ainda estão sendo investigados e não haveria identificação dos autores.
Já foram presos Cássio Cícero Damasceno, o 'Cição', acusado de matar José Roberto Fragoso, o 'Lobisomen'; Rodrigo Alexandre da Silva, 21 anos, o 'Lanchinho', que teria matado o flanelinha Wanderson Bezerra Félix, o 'Timbalada'; José Carlos Neves dos Santos, 26 anos, 'Gambá', acusado de assassinar um jovem conhecido como 'Piuiu' ou 'Fedorento'; José Everaldo da Silva, apontado como matador de Adnelson Araújo da Silva, crime ocorrido no Centro; e José Jorge da Silva, 25 anos, acusado de assassinar a companheira Patrícia Vicente da Silva, em Arapiraca, e arrancado seu coração. Dos presos, 'Gambá' foi solto por ter recebido da Justiça a liberdade provisória, mas segundo o delegado José Edson, o Ministério Público pode entrar com um novo pedido para que a prisão preventiva de “Gambá” seja decretada pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital.
Na manhã desta segunda, os policiais civis que investigam os casos prenderam um adolescente também envolvido em um dos assassinatos, mas para evitar atrapalhar as investigações, o nome do acusado não foi revelado.
O delegado José Edson também falou sobre um dos casos mais emblemáticos das mortes de moradores de rua., José Sérgio dos Santos, conhecido como “Cotó”, morto a tiros de pistola 360, no dia 21 de outubro, na Ponta Verde. De acordo com José Edson, a equipe que apura a morte de “Cotó” trabalha com duas versões para o homicídio. A primeira versão aponta para a morte de “Coto” pode ter ocorrido por conta de uma dívida de R$ 600 com dois traficantes que atuam na área, mas os policiais também apuram a possibilidade da vítima ter sido executada a mando do filho de um empresário alagoano.
“Estamos com duas possibilidades para o assassinato de Cotó, mas não posso adiantar detalhes para não atrapalhar as investigações, sendo importante salientar que, assim como os outros homicídios, vamos chegar aos autores material e intelectual”, garantiu José Edson.
Sobre a participação de integrantes de grupos de extermínio nos 36 homicídios, o delegado-adjunto da Secretaria de Defesa Social (SDS), delegado federal Washington Luiz, negou a informação apontada pelos setores da imprensa. Porém, o delegado Washington Luiz confirmou que um dos acusados de envolvimento nos homicídios confirmou teria executado quatro moradores de rua para “limpar” a área de um comerciante da área do centro de Maceió. Luiz Carlos Soares da Silva Santos, o 'Orêia', trabalhava como vigilante autônomo para uma rede de supermercados, e foi preso no inicio de outubro.
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