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Reajuste de tarifa de ônibus só deve ocorrer depois de licitação

10:32 - 13/10/2011 Sidney Tenório
Aumento da passagem de ônibus deve ser vetado por Almeida
Aumento da passagem de ônibus deve ser vetado por Almeida

O aumento da passagem de ônibus proposto pelos donos das empresas de ônibus de Maceió não deve ser aprovado pela Prefeitura de Maceió. O reajuste solicitado pelos empresários elevaria o valor que hoje é de R$ 2,10 para R$ 2,49, mas o prefeito Cícero Almeida já disse ser contra o novo valor da tarifa.

"O prefeito já deixou claro que é contrário a qualquer aumento da passagem neste momento. A prioridade dele é a conclusão do processo de licitação do transporte urbano de Maceió, a contratação das empresas e somente depois definir a questão da tarifa", explicou o secretário de Comunicação de Maceió, Marcelo Firmino, após reunião com Almeida.

Firmino explicou que a Prefeitura aguarda apenas o posicionamento por parte do Conselho Municipal de Transportes Urbanos, que se reúne na tarde desta quinta-feira (13) para analisar o pedido de reajuste feito pelos empresários. "Só depois da reunião do conselho é que o prefeito fará a contraproposta", frisou o secretário.

Segundo ele, a previsão é de que o edital de licitação seja publicado na próxima terça-feira (18). "O processo dura cerca de 60 dias. Serão novas empresas, nova frota. Aí sim, será definido o preço da passagem", ressaltou Firmino.

A posição de Almeida é a mesma da maioria dos vereadores da capital que também já disseram ser contra o aumento das passagens. A bancada do prefeito e de oposição também disseram só ser possível falar em aumento da tarifa depois da conclusão da licitação.

“É preciso melhorar as condições do transporte e os salários dos trabalhadores. A população não pode pagar por isso e sim os empresários, que devem aceitar a redução provisória nos seus lucros, que não são pequenos”, disse Heloísa Helena, na última sessão da Câmara de Vereadores.

No pedido de reajuste, os empresários alegam que o preço de R$ 2,10 está defasado, devido ao aumento no preço dos combustíveis e que houve reajuste do salário mínimo.

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