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Italiano preso por explorar meninas em Paripueira pode ser solto

15:28 - 31/01/2012 Acássia Deliê

Após receber um pedido do consulado italiano em Recife, a Justiça alagoana vai solicitar a análise médica do estado de saúde de Giuseppe Vevzoli, de 68 anos, preso em flagrante por estuprar e realizar orgias com adolescentes no Litoral Norte de Alagoas, em dezembro de 2011. O juiz Willamo Omena Lopes, titular da comarca de São Luiz do Quitunde e substituto da comarca de Paripueira, conversou com o Tudo na Hora e explicou que tanto o consulado como o advogado de Giuseppe alegam que o acusado possui transtornos mentais e precisa de tratamento médico com urgência.

Segundo o juiz, o consulado já havia telefonado para ele, solicitando que o caso fosse analisado “com carinho”, mas só nesta terça-feira (31) ele conheceu detalhes do processo aberto pelo juiz Josemir Pereira, de Paripueira.

“Só recebi os autos do processo hoje do Ministério Público. Há a solicitação do advogado para que o acusado receba tratamento médico com urgência, sem o qual ele poderia até morrer, de acordo com os argumentos. Além disso, já existe o pedido de habeas corpus, mas no momento vou determinar a 'não soltura' e solicitar um laudo médico para conhecer a real situação de saúde dele”, informou Willamo Omena.

Segundo o juiz, somente após o resultado do laudo médico será possível definir se Guiseppe Vevzoli continuará preso. “Isso vai depender do real estado de saúde dele. Só após orientação médica a Justiça pode determinar se o tratamento será feito na prisão, ou se há a necessidade, por exemplo, de enviá-lo a um hospital, sob vigilância”, explicou o juiz.

Para o promotor de Justiça de Paripueira, Cláudio Pinheiro, colocar Guiseppe Vevzoli em liberdade seria “um desatino”. “Ele cometeu crimes terríveis contra aquelas crianças. Eu mesmo já tinha conversado com o juiz para que ele não cometesse esse desatino”, comentou Cláudio Pinheiro.

O caso

O italiano Guiseppe Vevzoli, de 68 anos, foi preso em flagrante no dia 09 de dezembro de 2011, acusado de estuprar uma menor e realizar orgias com adolescentes. Ele morava no condomínio Porto di Mari, na AL 101 Norte, próximo a Paripueira, e continua preso na Casa de Custódia do Sistema Prisional em Maceió. De acordo com o delegado Jobson Cabral, responsável pelo inquérito, Giuseppe vinha sendo investigado após um pedido formal feito pelo conselho tutelar do município à Polícia Civil. Outros dois suspeitos eram procurados pela polícia.

Durante as investigações, as vítimas e testemunhas foram ouvidas pelo delegado e confirmaram as suspeitas. Segundo o delegado, os programas envolviam adolescentes com idades entre 15 e 17 anos, que residem na periferia de Paripueira. Em troca dos “favores” sexuais, elas recebiam de R$ 30 a R$ 50 reais. De acordo com a polícia, os encontros aconteciam em uma casa do condomínio Sonho Verde, onde o italiano e seus amigos ofereciam bebidas e, inclusive, drogas às menores.

A prisão preventiva do italiano – que é casado e aposentado – foi solicitada pelo delegado Jobson Cabral e decretada pelo Juiz da comarca, Josemir Pereira. Ele foi preso na feira de Paripueira e levado para a delegacia. Giuseppe é acusado de estupro de vulnerável, lascívia e corrupção de menor.

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