Delegados querem ouvir Antônio Albuquerque sobre atentado contra seu filho
A comissão de delegados que investiga o atentado contra o universitário Nivaldo Albuqueque Neto quer ouvir o depoimento do pai da vítima, deputado Antônio Albuquerque. A data e o local do depoimento ainda estão sendo definidos pela cúpula da Polícia Civil. O parlamentar vem acompanhando a recuperação do filho que está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Arthur Ramos.
A decisão de ouvir Albuquerque e outras testemunhas do atentado foi tomada durante a reunião ocorrida nesta terça-feira (07) na Delegacia Geral da Polícia Civil, dos integrantes da comissão com o delegado geral José Edson de Freitas Júnior. Ao final do encontro, foi reafirmado que será mantido total sigilo sobre o conteúdo das investigações.
Os delegados querem saber de Albuquerque se ele tem suspeitos do atentado contra o filho, além de informações estratégicas sobre a rotina da fazenda Jurema, onde o crime ocorreu, e se havia objetos de valor na propriedade rural que justificassem a invasão de uma quadrilha para um possível assalto.
A polícia trabalha com duas linhas de investigação para o crime: a de tentativa de homicídio contra Nivaldo Albuquerque ou de tentativa latrocínio (matar para roubar). O que se sabe é que o único objeto levado foi a caminhonete Hilux preta, pertencente ao parlamentar, mas que foi abandonada minutos depois da invasão à fazenda.
Como tem privilégios por ser deputado estadual, Albuquerque pode escolher dia e hora para prestar depoimento. Por enquanto, o parlamentar tem adotado o silêncio sobre o caso. Procurado diariamente pela reportagem do Tudo na Hora a resposta é sempre a mesma. "Não quero falar, por enquanto. No momento certo falo com a imprensa. Minha preocupação agora é com a recuperação do meu filho", diz.
“A sociedade alagoana pode estar tranqüila que todos os esforços estão sendo feitos para a elucidação do crime, seguindo a orientação do governo que é de total transparência, imparcialidade e rigor no combate à criminalidade, independentemente de que caso seja. Essa é a postura adotada pela PC alagoana no atual governo”, afirmou José Edson Freitas.
Caso Bastião do Café
Com a nomeação de Ana Luíza Nogueira, Maurício Henrique Duarte e Kelman Vieira para investigar o atentado contra o filho de Antônio Albuquerque, houve mudança na presidência do inquérito que apura o assassinato do empresário Sebastião Alexandre Soares, o "Bastião do Café", crime ocorrido no fim do ano passado.
O crime contra o empresário será investigado pelos delegados Francisco Amorim e a delegada Maria Angelita, ambos da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic).
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