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Wanderley nega crise entre poderes e diz que embate é "salutar"

15:21 - 10/03/2010 Carlos Madeiro
Wanderley admitiu que crise atrapalhou planos do governo
Wanderley admitiu que crise atrapalhou planos do governo

O governador em exercício, José Wanderley Neto (PMDB), afirmou, durante a transmissão do cargo nesta quarta-feira, que existe um “embate salutar” entre os poderes de Alagoas. Ele assumiu o cargo de governador até a próxima segunda-feira e negou a existência de uma crise entre o Governo e a Assembleia Legislativa.

Apesar do veto aos aumentos de duodécimos a ALE, Ministério Público e Tribunal de Contas, ele afirmou que não existe dificuldade na relação entre executivo e Legislativo. “Não está difícil [a relação]. Essa é uma questão de estado. O governador entendeu que não tem recursos, por isso vetou as emendas”, declarou.

Wanderley reconheceu as necessidades dos poderes, mas afirmou que os interesses dos alagoanos devem vir em primeiro lugar. “A gente tem que considerar que questões de Estado não são pessoais, e não podem ser tratadas assim. O que se discute é o interesse do Estado e dos alagoanos. É importante que todos os poderes funcionem e entendam as dificuldades que o Estado têm, inclusive as financeiras”, afirmou.

Sobre a possível derruba do veto, Wanderley deixou claro que, caso aconteça, vai esperar o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que se recupera de uma cirurgia na mão. “Vamos esperar o que vai acontecer na Assembleia”, declarou.  

Questionado porquê o líder da Assembleia Legislativa votou contra os interesses do Governo, Wanderley disse que Alberto Sextafeira (PSB) está em outro poder e descartou mudança de liderança na casa. “O líder de governo é de outro poder, e ele sabe das dificuldades deles, de seus pares”, destacou.

O vice-governador ainda ressaltou que a passagem de Elisabeth Carvalho pelo Executivo foi importante para ela conhecer (e reconhecer) as dificuldades do Estado e chegou a defender um “rodízio” entre os chefes dos poderes. “Essa passagem da Elisabeth foi importante, para ele ver as nossas dificuldades. Era importante que pudéssemos também assumir o poder judiciário para vermos as dificuldades daquele poder”, disse.

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