Deputado quer mudar Lei que estimula a "carteirada" dos policiais civis
O artigo 141 da Lei Estadual 3.437/75, que facultaria aos policiais civis e militares alagoanos o livre porte de arma e franco acesso nos locais sob fiscalização, deve ser suprimido da Constituição Estadual. Pelo menos se depender do deputado estadual Arthur Lira (PP), que nesta quarta-feira, durante a sessão da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), garantiu apresentar um projeto para coibir as "carteiradas" de policiais, durante a realização de shows e espetáculos teatrais, circenses e cinematográficos.
A decisão do parlamentar aconteceu depois que o Tudo na Hora divulgou, na última segunda-feira, a informação que a gerente nacional do Centerplex, Andréa Marques, havia sido presa por não permitir que um grupo de policiais civis assistissem a uma sessão de cinema sem pagar pelo ingresso. No entanto, segundo o secretário de Estado da Defesa Social, Paulo Rubim, “os policiais realizaram a detenção porque houve desacato a autoridade e obstrução do trabalho da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), já que havia uma investigação autorizada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc)”.
A assessoria de imprensa do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), entretanto, garantiu a nossa equipe de reportagem que "não foi solicitado nenhuma investigação judicial nos cinemas do Shopping Pátio Maceió". Paulo Rubim afirmou que havia um documento remetido pelo MP/AL à PC/AL autorizando a investigação, mas quando questionado pelo Tudo na Hora sobre o seu teor, ele afirmou que não iria revelar.
Diante desta celeuma, classificada por Arthur Lira como uma “palhaçada”, ele pretende apresentar o projeto o mais rápido possível. “Quero me solidarizar com a gerente nacional do Centerplex, que foi vítima de um ato estúpido de violência, praticado por um grupo de policiais civis despreparados, que são acostumados a dar carteiradas em todos os shows e ainda não esclareceram o episódio sofrido pela gerente do Centerplex, justamente no Dia Internacional da Mulher”, observou.
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