Alagoas espera que a próxima alta estação seja a melhor dos últimos anos
O melhor verão dos últimos anos. Essa é a expectativa da Secretaria Estadual de Turismo para a alta temporada que está chegando. Isso significa hotéis e pousadas com média de ocupação superior a 85% e um movimento de dinheiro “democrático”, que beneficia do vendedor de acarajé e coco a taxistas, bares e restaurantes.
A secretária adjunta de Turismo de Alagoas, Danielle Novis, atribui o fato – além, claro, do apelo natural que marca o turismo alagoano há décadas – a um reposicionamento do Estado no cenário nacional. “O Governo apontou o turismo como um dos eixos econômicos mais importantes e tem tratado o setor com muito profissionalismo. Isso tem gerado bons frutos”, afirma.
Como prova desses bons frutos, a secretária adjunta mostra números inquestionáveis. A alta estação deve contar com cerca de 150 mil turistas só nos hotéis alagoanos, contra 120 mil do último verão. Pelo mar, as notícias também são boas. Cento e vinte mil turistas devem passar pelo Estado nos 58 cruzeiros previstos para o período, ante 75 mil da temporada passada. Somam-se a isso os 180 mil passageiros de vôos regulares e mais 50 mil dos charters que vêm da Itália e do Chile. “Se contarmos com os turistas que vem por via terrestre, já que o mercado regional representa uma grande parcela dos nossos visitantes, podemos dizer que a estação será muito boa”, comemora Novis.
Novos leitos
E para receber tanta gente, a infraestrutura turística ganhou corpo, Nos últimos anos, o Estado viu o surgimento de novos hotéis – alguns de grande porte – como Miramar (Maragogi), Kenoa (Barra de São Miguel), Salinas Maceió (Ipioca) Brisa Tower, (Jatiúca) e Radisson (Pajuçara).
E não para por aí. Os empreendimentos em construção e em projeto apontam para um crescimento considerável no número de leitos. Segundo a Setur, o Estado pulará de 14 mil para mais de 20 mil leitos dentro de dois anos. Hotéis como o Ritz Suítes, que está sendo erguido na praia de Cruz das Almas, vai contribuir com mais 336 leitos no segundo semestre do próximo ano. Há projetos novos também para as regiões norte e sul do Estado.
“O Virgínio (Loureiro, sec. Estadual de Turismo) diz sempre que a grande diferença hoje é a presença do Estado, priorizando o setor. Isso passa credibilidade às operadoras, agentes e empresários do setor”, afirma Novis. “Em muitos desses empreendimentos, a Setur pegou na mão do empresário e tentou resolver problemas com a Ceal, Casal, Ima (Instituto do Meio Ambiente), dentre outros órgãos”. Ela lembra que quando assumiu a pasta, em 2007, havia uma pousada que não era construída por falta apenas de dois ofícios.
Para Danielle Novis, essa retomada do turismo traz um sentimento fundamental para o alagoano: o resgate da auto-estima. Segundo ela, o alagoano gosta de ver a cidade sendo admirada pelos visitantes. Além do mais, quem primeiro se beneficia com a melhoria da infraestrutura da cidade é o morador”, diz.
CHECK-IN
Trabalho silencioso
Danielle Novis contou ao TNH um fato que poucos conhecem. O saneamento da Pajuçara - que se estende até Jacarecica - entrou na lista das obras do PAC após um trabalho capitaneado pela Setur, que reuniu cerca de 60 órgãos e entidades. Em 2007, esse grupo visitou vários pontos da orla para apontar as áreas mais críticas.
Turistas estrangeiros
Recentemente, a Setur se reuniu com a Polícia Federal, a Infraero e a Receita Federal. O objetivo: facilitar a vida dos turistas estrangeiros que chegam a Alagoas pelo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.
Números
Alagoas recebeu ano passado 1,8 milhão de turistas. Em média, cada um despeja aqui 250 reais por dia. Faça o cálculo e veja como o setor contribui para a economia do Estado.
Democrático
E nunca é demais lembrar. Esse dinheiro vai para a agência e para o hotel, mas também chega ao garçom, ao artesão e ao ambulante. É um gasto democrático, com grande importância social.
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